sexta-feira, 30 de maio de 2014

Jackie Chan - Tequila + cachaça de pêssego + antartida original

Guardei na gaveta meus sentimentos,
todos os meus ressentimentos.

Deixei pra trás tudo aquilo que me deixaria mal,
tudo aquilo que não era real.

Fiz de mim curativo, para as dores de quem não haviam sentido.


Vi o mundo desigual,
como se não fosse real.

Deixei pra tras meu passado,
o que era pesado,
errado.
danado...

Deixei o que me foi deixado desigual,
aquilo que realmente traria mal,
alias, era "danal".
renal.

Mas sempre penso comigo:
Afinal, o que é mesmo real?
O que mesmo será:
fatal?

quinta-feira, 29 de maio de 2014

____

Ao mundo minha indignação.

A todos.
A todos que fingem ser o que não são.

Aqueles que não são nada.
Aqueles que usam mascarás.

Ao mundo meu nojo,
meu desprezo.

A todos que mentem,
a todos que ferem.
Aqueles que não sabem fazer o bem.

Ao mundo, meu ódio.

Ódio por ter acreditado,
Ódio por ter dado ouvidos.
Ódio, por ter ido.
Vindo.





"O Medo tem alguma utilidade; mas a covardia, não." __ Mahatma Gandhi

Da vida não tiro conclusão nenhuma.

Não me decido, não me envolvo, não curto.
Não vejo sentido, significado.

Não vejo razão para tamanho desgaste.
Tamanha falta de necessidade.

Pra que isso tudo?
Esse entorno, esse mundo.

Pra que eu nasci?
De onde eu realmente vim?
O que será meu fim?

Tenho medo, medo de tudo.
Medo de como seria, se for, se não irá ser.
Se no fim tudo dará certo.

Medo de desaproveitar o que poderia abusar.

Medo de errar, e me arrepender.
Medo de não errar, e perceber que errando,
eu vou é aprender.

Medo de deixar pra depois.
Medo de não estar presente.

Medo de não estar consciente.
Ciente, descente.
Em mente.

Tudo soa tão verdadeiro,
e no fim acaba sendo falso.
Eu gostaria de poder acreditar em algo.

[...]

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Bebida, doce bebida.

Bebo porque tento esquecer,
Esclarecer, esparecer.
transparecer, retroceder.

Bebo porque tento voltar pro que era,
pro que me espera
pro que me serra.

Bebo porque a vida passa mais fácil,
por acaso.
Sem atraso.
Sem dano, sem engano.

Bebo porque sei que não terei outra opção.
Porque sei que me esquecerão.
Pois até mesmo eu, me esqueço de ser: tão.

Bebo porque cansei de me lembrar,
cansei de me enganar, de me deixar se usar.

Bebo pois cansei de me danar.
De me deixar impregnar.

Bebo porque o mundo é feio

Bebo porque tento ser eu mesma,
porque sempre escolho a cerva.
A êrva.

Bebo porque escolho o erro que faz a vida mais fácil,
porque tudo é muito inexplicável.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

4Cm

Só não aceito seu esquecimento por querer lembrar,
por querer exprimir, compartilhar.
Por fazer questão de sentir, expressar.

Só não supero sua perda por querer não ter perdido,
que você não tenha me esquecido.

Só não te esqueço porque você mantém o que eu era firme.

Porque você foi o mais próximo de real e verdadeiro.
Porque você foi o inteiro.

Esse falso platônico devora minh'alma como se fogo fosse atirado em mim.

Sua falta é como um cigarro não fumado, pra mim
60 centavos faltados.
Simples, assim.

Percebi que você era mal quando me vi
deitada sem saber meu fim.

Percebi que você era droga quando não consegui mais explicar o que você fazia em relação a mim.
Porque até mesmo sem, vivo todos os dias sendo dependente de ti.

Porque até pouco/muito tempo descobri,
que é tudo platônico quando trata-se de ti.
De mim

De Nós,
mentira que não teve fim.

Aceito seu mal, pelo ectsase de bem que foi causado,
pelo bem forçado a ser danado.

Pelos vidros de corações meus, a serem quebrados,
Por todos os pedaços estraçalhados.
Devastados.
Quebrados.
Danados.

Pelo ódio que o amor tem me causado,
um brinde a sua ilustre mesmice, desgraçado.

domingo, 18 de maio de 2014

MALRBORO VERMELHO

Cigarro, meu querido cigarro.

Cigarro que me deprime,
reprime.
Cigarro que me maltrata,
que me deixa sensata.
exata, apita.

Cigarro meu querido cigarro,
que me põem baixo,
mas não pra baixo.

Cigarro que me faz calada,
que faz palavras serem fumaça;
serem escondidas, não ouvidas.
Dexavadas.
Esquecidas.

Cigarro que não me deixa desatenta.
Que não deixa minha vida - não tão interessante - parar.

Cigarro que não deixa meus dedos vazios.
Cigarro meu querido.
Meu amigo.

Cigarro, amor que quer me matar.
O amigo que quer me acertar.
O mal que eu gosto de fumar.

O dano que eu necessito diariamente, causar.
Danar. usar.
fumar.

E FUMO MESMO.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

3Cm

Mesmo tendo sido avisada, eu fui.
Fui pois confiava em mim ao ponto de achar que tinha tudo sob controle.
Eu fui, pois acreditei que não seria nada de mais, seria apenas aquilo.
Eu fui.
Mas nunca fui nada pra ele.

Eu que tanto lutei pra ser bom.
Eu que tanto quero, que tanto quis.
Eu que fui tudo pra mim.
Eu quem senti, quem ri.
Choro.

Tenho impregnado em mim esse sentimento de vazio, de perda.
De alguma forma parece que tudo morreu, que tudo escureceu.

Ele, meu amor mais bonito, mais puro.
O amor que eu gostaria pra essa e todas as outras vidas.
O amor que eu gostaria de encontrar mais vezes.
Ele não, mas o meu sentimento. O incondicional amor que eu sinto por ele.

Por ele que nem sabe ao menos meu segundo nome, ou de cor o meu telefone.
Por ele que não se lembra de mim, que tanto faz tanto fez o que eu fui ou quis ser.

Por ele,
que sequer
quer
me ver.